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02/09/2022 15:09

Setembro Dourado: mês da conscientização sobre o câncer infantojuvenil

Setembro foi o mês escolhido para aumentar a conscientização sobre o câncer infantojuvenil. Segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), em todo o mundo, 215 mil novos casos são diagnosticados por ano em crianças menores de 15 anos, e cerca de 85 mil em adolescentes, entre 15 e 19 anos. No Brasil, as neoplasias correspondem à segunda causa de morte nessa faixa etária.

 

Por outro lado, quando detectados em estágios iniciais, os cânceres que afetam crianças e adolescentes têm altas taxas de cura. Pensando em trazer mais informações sobre este importante assunto, conversamos com a oncologista pediátrica, Dra. Ana Luiza Melo Rodrigues. Confira e fique por dentro.

 

O que é o câncer infantojuvenil?

 

O câncer infantojuvenil agrupa várias doenças que possuem em comum o crescimento descontrolado de células anormais, podendo ocorrer em várias regiões do corpo. Ele possui características próprias e, diferentemente do câncer do adulto, afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação.

 

Os tipos mais comuns de neoplasias que acometem crianças e adolescentes são:

 

  • leucemias (que afetam os glóbulos brancos);
  • tumores que atingem o sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático);
  • neuroblastoma (tipo de câncer que se desenvolve a partir de células nervosas em várias partes do corpo, como pescoço, tórax, abdome e pélvis, mas é mais comum nos tecidos da glândula suprarrenal);
  • tumor de Wilms (tipo de tumor renal);
  • retinoblastoma (afeta a retina);
  • tumor germinativo (células que originam os ovários e os testículos);
  • osteossarcoma (tumor ósseo);
  • sarcomas (tumores de partes moles).

 

Apesar de não se ter evidências sobre fatores de riscos ambientais ou genéticos que tornem as crianças e adolescentes mais propensos a desenvolverem o câncer, a boa notícia é que, quando a doença é diagnosticada precocemente, as chances de cura são altas.

 

Quais são os sintomas?

 

Mesmo que alguns dos sinais sugestivos ao câncer infantojuvenil também possam estar relacionados a outras doenças comuns na infância, isso não descarta a possibilidade de ser um tumor.

 

Por isso, é importante pais ou responsáveis estarem atentos às seguintes queixas dos pequenos, que merecem ser investigadas por um profissional especializado:

 

  • palidez, dor óssea e surgimento de linfonodos aumentados, que são percebidos como nódulos, também chamados de ínguas (podem ocorrer na leucemia);
  • embranquecimento da pupila quando exposta à luz, sensibilidade exagerada à luz ou estrabismo antes dos três anos de idade (podem ser sinais do retinoblastoma);
  • aumento de volume no abdômen (pode sugerir o tumor de Wilms ou neuroblastoma);
  • formação de massa (visível ou não) que causa dores nos membros, mais comum em adolescentes (pode ser diagnóstico de osteossarcoma);
  • dores de cabeças, vômitos, alterações motoras e paralisia de nervos (podem ser ocasionados por tumores do sistema nervoso central).

 

Como é feito o diagnóstico?

 

Após a observação clínica de sintomas como os citados acima, para confirmar a suspeita do câncer infantojuvenil, são indicados exames laboratoriais, de imagem e biópsia. Vale citar que apenas este último procedimento pode confirmar a existência da doença.

 

Quais os tipos de tratamentos?

 

Diante da complexidade dos diversos tipos de câncer infantojuvenil, o tratamento deve ser feito em um centro especializado. Para obter bons resultados, o acompanhamento dos pacientes é feito de forma multidisciplinar.

 

Estão envolvidos especialistas como oncologistas pediátricos, cirurgiões pediátricos, radioterapeutas, patologistas, radiologistas, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas e farmacêuticos.

 

Assim que confirmado o diagnóstico, de acordo com a extensão da doença e tipo específico de tumor, as modalidades de tratamento se assemelham às utilizadas no diagnóstico do câncer em adultos, que consiste, principalmente, em quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

 

É importante lembrar que na ocorrência de sintomas, por mais que na maior parte dos casos se tratem de condições benignas, é fundamental procurar um médico para avaliação.

 

Esperamos que este conteúdo tenha sido esclarecedor para você. Acha que pode ser relevante para alguém que você conhece? Compartilhe!

 

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