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12/02/2021 13:02

Leucemia infantil: saiba mais sobre o principal tipo de câncer que ocorre na infância

A leucemia é o principal câncer da infância e origina-se na medula óssea, encontrada no interior dos ossos, local de produção de todas as células do sangue. A doença é causada pela proliferação descontrolada de células anormais, que não cumprem sua função original e prejudicam a produção de células com funcionamento normal.

 

Ainda são desconhecidos os mecanismos causadores da leucemia na maior parte das crianças, porém já houve diversos avanços no conhecimento de alterações genéticas e moleculares presentes nestas células anormais, o que auxilia no tratamento adequado e gera melhora nas taxas de cura.

 

Para esclarecer sobre esse assunto tão importante e ao mesmo delicado para pais e familiares, conversamos com a oncologista pediátrica do Centro de Oncologia do Paraná, Dra. Alejandra Adriana Cardoso de Castro. Confira!

 

Quais os tipos de leucemia que podem ocorrer na infância?

 

As principais leucemias da infância podem ser classificadas em:

 

  • leucemia linfoblástica aguda (LLA), a mais comum nesta faixa etária;
  • leucemia mieloide aguda (LMA);
  • leucemia mieloide crônica (LMC), rara em pacientes pediátricos.

 

O que difere a doença encontrada em uma criança e em um adulto?

 

A leucemia na infância geralmente é caracterizada como aguda, ou seja, é derivada de células imaturas e evolui muito rapidamente. Já em pacientes adultos, embora também possam ocorrer leucemias agudas, é mais comum o surgimento de leucemias crônicas, que inicialmente são assintomáticas e derivam de células mais maduras, porém com produção acentuada.

 

Quando comparadas as taxas de cura das leucemias agudas, o grupo das crianças tem um desempenho melhor que o dos adultos.

 

Existem fatores de risco quando se trata do público infantil? Se sim, quais são?

 

A maior parte dos pacientes pediátricos com leucemia não possui fatores de risco identificáveis. No entanto, algumas situações podem aumentar o risco de desenvolvimento de leucemia. Entre eles estão exposição à radiação antes e depois do nascimento, tratamento anterior com quimioterapia e algumas alterações genéticas, sendo a síndrome de Down a mais conhecida delas. É importante destacar que o fato de existir um fator de risco não significa que a criança ou adolescente desenvolverá a doença.

 

Quais os principais sintomas da leucemia infantil?

 

Palidez, febre, hematomas, sangramentos, desânimo e dores nos ossos ou articulações são os sintomas mais comuns. Inchaço na barriga também pode ocorrer devido ao aumento do baço e do fígado, bem como o crescimento de linfonodos, as famosas “ínguas”, na região do pescoço, axilas ou região inguinal, conhecida popularmente como “virilha”.

 

Normalmente, o câncer não apresenta sinais iniciais. Isso também vale para as leucemias? Nesse caso, como os pais devem acompanhar o estado de saúde da criança para que detectem alterações tão logo as mesmas ocorram?

 

Devido às leucemias na infância serem mais comumente do tipo “agudo”, as alterações aparecem e evoluem de maneira muito rápida. Por este motivo, assim que os sinais e sintomas surgirem, o paciente deve passar por avaliação médica em caráter urgente. Caso a suspeita exista, o médico solicitará a realização de exames complementares e a avaliação por um especialista.

 

Como é feito o diagnóstico da leucemia infantil?

 

Inicialmente, é essencial uma avaliação médica adequada. Quando surge a suspeita, o principal exame inicialmente solicitado é o hemograma, com o qual é possível avaliar as alterações nas células do sangue que podem ocorrer no caso de uma leucemia.

 

A confirmação da doença e sua classificação adequada ocorrem com exames realizados através de coleta de medula óssea que, em algumas situações, pode ser substituída por amostra convencional de sangue.

 

Em relação aos tratamentos, quais os protocolos mais indicados conforme o tipo de leucemia?

 

A base do tratamento das leucemias na infância é a realização de quimioterapia. Existem diversos protocolos disponíveis, com taxas de cura semelhantes, sendo que o médico oncologista ou hematologista é o responsável pela escolha de qual será utilizado. Para alguns casos, existe a necessidade de transplante de medula óssea, que funciona como uma consolidação do tratamento após a quimioterapia.

 

Existem dados de pesquisas sobre taxas de cura conforme o estágio em que a doença é descoberta nas crianças?

 

Felizmente, as taxas de cura vêm melhorando nas últimas décadas, sendo que hoje podem chegar a mais de 90%, dependendo do tipo de leucemia e do estágio da doença. Mesmo assim, as pesquisas não param, tanto para que este número se eleve cada vez mais, como para a redução dos efeitos adversos do tratamento a curto e longo prazo.

 

Esperamos que o nosso artigo tenha esclarecido para você os principais pontos sobre a leucemia infantil. Se você acha que o conteúdo pode ser importante para os seus conhecidos, compartilhe em suas redes sociais!

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