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25/10/2021 17:10

Câncer de mama metastático: é possível ter qualidade de vida a partir do controle da doença

O câncer de mama metastático é definido quando há células tumorais em outros órgãos do corpo. Apesar de não ter cura, consegue ser controlado. O avanço da medicina permite que muitas mulheres hoje consigam ter vida normal, com qualidade de vida, apesar da doença.

 

Ou seja, nos casos de metástase, não se fala em cura, mas sim em controle. As pacientes nesta condição sempre terão a doença, que pode ficar adormecida (em remissão) e assintomática por tempo indeterminado. Quando os tratamentos conseguem controlar a doença, a mulher pode viver muito bem com se tivesse uma doença crônica, tal como diabetes ou hipertensão.

 

Vale frisar que, mesmo quando detectados em estágios iniciais, cerca de 30% das neoplasias de mama se tornam metastáticas, sendo que a doença pode voltar em outras partes do corpo depois de meses ou anos do primeiro diagnóstico.

 

Para esclarecer o assunto neste Outubro Rosa, conversamos com a oncologista clínica, Dra Emanuella Poyer. Acompanhe o post e saiba mais!

 

Existem fatores de risco para o câncer de mama metastático?

 

Apesar de não haver nenhuma causa comprovada, há alguns fatores de risco para a ocorrência do câncer de mama metastático. Entre eles podemos citar:

 

- número de linfonodos axilares comprometidos ao diagnóstico;

- estágio da doença: quando o primeiro tumor é descoberto tardiamente, há mais chances do câncer se tornar metastático.

 

Há sinais e sintomas para os quais as pacientes devem estar atentas?

 

Normalmente, não há sinais e sintomas do câncer de mama metastático. As metástases à distância são inicialmente silenciosas e não causam nenhum sintoma. Porém, conforme a doença aumenta, o quadro torna-se perceptível e os sintomas dependem do local afetado.

 

Existem inúmeras manifestações clínicas, que variam conforme a localização da metástase. Confira algumas delas, relacionadas aos órgãos mais acometidos pelo câncer de mama:

 

-  ossos: dor repentina, de difícil controle e algumas vezes com fraturas ósseas;

- pulmão: dor na região, falta de ar e tosse persistente;

- fígado: inchaço abdominal, fadiga, fraqueza, perda de peso ou falta de apetite, náuseas e/ou vômitos e icterícia (pele amarelada);

-  cérebro: dores de cabeça, convulsões, alterações na fala ou visão.

 

Entretanto, se a paciente tiver um ou mais dos sinais e sintomas mencionados, não significa que você tenha câncer de mama metastático, mas sim que você deve consultar um médico para averiguação.

 

Como é feito o diagnóstico do câncer de mama metastático?

 

Para ajudar no diagnóstico do câncer de mama metastático, o médico pode pedir alguns exames, como:

 

- raio-X;

- cintilografia óssea;

- ultrassom de abdômen;

- tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve, crânio;

- tomografia por emissão de pósitrons - PET Scan. Porém, o exame não faz parte da cobertura obrigatória do SUS ou alguns planos de saúde, o que pode dificultar a sua realização;

- ressonância magnética;

- exames de sangue.

 

Se algo anormal for identificado, o médico pode pedir exames mais específicos para analisar os locais com suspeita de células cancerígenas. Estes devem ser feitos periodicamente para acompanhar a evolução da doença e a resposta aos tratamentos.

 

Como é feito o tratamento do câncer de mama metastático?

 

O tratamento, que neste caso é crônico, busca o controle da doença e não a sua cura. Neste caso, é chamado de paliativo. Isso não significa cuidados terminais, como muitos pensam de maneira errada. O conceito de tratamento paliativo significa uma terapia que busca controlar o câncer, com prolongamento da vida e tratamento dos sintomas.

 

O principal tratamento do câncer de mama metastático é o medicamentoso. Felizmente, hoje existem muitas opções de drogas, muito além da quimioterapia. O tipo de medicação depende do subtipo de tumor (se HER2 positivo, ou com receptores hormonais presentes) e existem incontáveis combinações diferentes de tratamento.

 

As mais comuns são os bloqueadores hormonais (terapia endócrina), medicações anti-Her-2, inibidores da CDK4/6, imunoterapia e quimioterapia. Alguns desses tratamentos, infelizmente, ainda não estão disponíveis no SUS.

 

A radioterapia e cirurgias podem ser usadas para controle de focos de metástase causadoras de sintomas. A radioterapia é muito utilizada para controle de metástases ósseas e cerebrais. A cirurgia é reservada para alguns casos de metástase cerebral ou pequenos procedimentos no fígado ou pulmão para alívio dos sintomas.

 

A cirurgia mamária geralmente não é indicada para câncer de mama metastático. Já que, se a doença está em outros locais além da mama, o tratamento cirúrgico da mesma não vai alterar as chances de cura e pode causar desconfortos e riscos desnecessários.

 

Existem algumas pesquisas sobre o benefício da cirurgia mamária em mulheres com câncer no estádio clínico IV, porém os resultados são controversos e a maioria dos estudos não demonstrou benefício quanto ao aumento da sobrevida.

 

Dessa forma, a cirurgia da mama está reservada para situações especiais como tumor ulcerado (com feridas) ou necrosado. Casos fora desta situação podem ser submetidos à cirurgia em ocasiões excepcionais e discutidas de maneira individualizada.

 

Assim, o câncer de mama metastático é grave, mas não é sinônimo de morte ou sofrimento. Atualmente, existem muitas opções de medicamentos que permitem o controle da doença por longos períodos, sem sintomas.

 

Além disso, o futuro é bastante promissor e novas medicações devem melhorar ainda mais, tornando esta doença algo crônico, mas que se pode conviver durante muitos anos com poucos efeitos colaterais, poucos sintomas e qualidade de vida.

 

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