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08/03/2021 13:03

Leucemia infantil: fatores que influenciam nas taxas de cura, tipos mais comuns e inovações no tratamento

A leucemia infantil é o tipo de câncer mais comum entre as crianças. Para quem tem dúvidas, essa neoplasia tem origem na medula óssea, onde são produzidas as células do sangue. A partir da medula, as células leucêmicas atingem o sangue e passam a se infiltrar nos gânglios linfáticos, fígado, baço, sistema nervoso central e outros órgãos.

 

Como na maior parte dos casos a leucemia infantil é aguda, ou seja, de início súbito, os pais devem ficar atentos a sintomas iniciais como febre acima de 38° que não baixa com medicamentos comuns, dor nos ossos e articulações, manchas roxas ou pontinhos vermelhos (petéquias) na pele, cansaço frequente, gânglios linfáticos aumentados e palidez.

 

Vale frisar que nem sempre sinais como esses significam a ocorrência de leucemia. Porém, é sempre importante procurar o pediatra para avaliação caso apareçam, já que podem indicar outras enfermidades. Além disso, crianças não costumam inventar sintomas, por isso é essencial considerar as queixas e reclamações.

 

Para esclarecer sobre as taxas de cura da leucemia infantil, tipos mais comuns nas crianças, tratamentos e outros fatores sobre o assunto, conversamos com a oncologista e hematologista pediátrica, Dra. Edna Kakitani Carbone. Confira a seguir!

 

1. Quais os tipos de leucemia mais comuns entre crianças e adolescentes?

 

Os tipos mais comuns de leucemia infantil são as agudas, as quais ocorrem em 95% dos casos. Elas se dividem entre a linfoide aguda (L1, L2 e L3), em 75% dos casos, e mieloide aguda (M zero a M7, de acordo com o tipo de célula e não grau de gravidade), em 20% deles.

 

2. Quais as taxas de cura da leucemia infantil e quais fatores influenciam nas mesmas?

 

As taxas de curam giram em torno de 80% para a leucemia linfoide aguda (LLA), desde que seja tratada em centros especializados, os quais sigam protocolos terapêuticos com o uso de associação de quimioterápicos, bem como ofereçam cuidados de suporte para evitar as complicações infecciosas e hemorrágicas. Os fatores que influenciam nas taxas de cura são:

 

 

  • idade: pacientes com menos de 1 ano e mais de 10 anos são considerados de alto risco, já aqueles entre 1 e 9 anos tendem a ter melhores taxas de cura;

 

  • tipo da leucemia: a leucemia linfoide aguda (LLA) normalmente tem melhor prognóstico do que a leucemia mieloide aguda (LMA);

 

  • resposta inicial ao tratamento: crianças cuja doença entra em remissão nas primeiras semanas do tratamento com quimioterapia têm um melhor prognóstico;

 

  • achados citogenéticos nas células leucêmicas: alto número de glóbulos brancos (> 50.000) e infiltração do sistema nervoso central revelam pior prognóstico.

 

3. Como funciona o protocolo de tratamento?

 

O protocolo de tratamento é composto da combinação de vários quimioterápicos administrados via intravenosa, intramuscular, oral e intratecal (no líquido da espinha), bem como dividido em fases para eliminar as células leucêmicas.

 

Quando é feito o diagnóstico, as crianças e adolescentes são classificados em baixo, intermediário, alto ou muito alto risco, conforme os fatores citados anteriormente. Quanto maior o risco de recaída, mais intensiva a quimioterapia, a qual tem duração média de 2 anos e 6 meses para as linfoides agudas.

 

4. Quais as principais inovações relacionadas ao tratamento da leucemia infantil?

 

As principais inovações são os tratamentos alvos, com imunoterapia, que consistem na aplicação de medicamentos para inibir a produção e destruir as células leucêmicas por meio de anticorpos.

 

6. Para quais casos é indicado o transplante de medula óssea?

 

Atualmente, o transplante de medula óssea tem indicações específicas, como nas recidivas precoces da doença em pacientes que não respondem bem ao tratamento quimioterápico inicial e naqueles com achados citogenéticos de prognóstico ruim.

 

Apesar de diferir das leucemias em adultos, a leucemia infantil equivale a todos os outros tipos de tumores, independentemente da faixa etária, quando se trata da relação entre diagnóstico precoce e taxas de cura. Portanto, prevenção e atenção a qualquer sintoma nas crianças ou adolescentes é imprescindível.

 

Se você gostou desse conteúdo, compartilhe com quem você gosta, juntos podemos ajudar a reduzir a mortalidade pela doença!

 

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