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18/03/2022 16:03

Gliomas: o que são estes tumores, quais os sintomas e como são feitos o diagnóstico e o tratamento

Os gliomas representam um grupo de tumores do Sistema Nervoso Central, que diferem entre si conforme a célula de origem no cérebro e grau de agressividade. São tumores raros, afetando aproximadamente 6 em cada 100 mil pessoas por ano no mundo. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), houve 11.090 novos casos em 2020.

 

Se você chegou até aqui, possivelmente esteja interessado em saber mais sobre este tipo de câncer. Neste caso, está no lugar certo. Confira o conteúdo, que contou com a participação do oncologista clínico, Dr. Carlos Stecca.

 

Sintomas do glioma

 

O paciente com glioma pode apresentar uma diversidade de sintomas, incluindo:

 

- crises convulsivas;

- alterações da personalidade e comportamentos;

- vários tipos de alterações neurológicas, que incluem problemas de visão, dificuldade na fala e compreensão, perda de força em algum membro ou alteração da marcha;

- sinais associados ao aumento da pressão intracraniana também podem estar presentes, como dores de cabeça, náuseas, vômitos e tontura.

 

Exames diagnósticos

 

A ressonância magnética do cérebro é o exame padrão ouro para detecção de um glioma, além de ajudar a identificar a extensão da doença e indicar se o tumor pode ou não ser removido cirurgicamente com segurança.

 

Uma parte do tumor deve ser coletada por meio da ressecção cirúrgica ou biópsia (quando a cirurgia não é possível) para análise, visando confirmar o diagnóstico e definir algumas características moleculares do tumor.

 

A análise molecular ajuda a definir o subtipo exato do glioma, auxiliando na determinação do prognóstico e guiando decisões terapêuticas.

 

Tratamento

 

A cirurgia é o tratamento de escolha para a maior parte dos pacientes diagnosticados com glioma. A ressecção de toda a área tumoral visível está associada a melhores desfechos clínicos, e deve ser realizada sempre que possível. 

 

Após a cirurgia, o tratamento complementar difere de acordo com o subtipo, grau e análise molecular do tumor, que inclui avaliação de alterações nos genes IDH, MGMT e nos cromossomos 1p /19q. 

 

Em linhas gerais, após a ressecção máxima possível do glioma, alguns pacientes são classificados como tendo baixo risco de recorrência da doença e se inicia o seguimento com ressonâncias magnéticas seriadas, sem necessidade de tratamento complementar. Para o restante dos pacientes, com maior risco para recorrência da doença, é discutida a complementação do tratamento com uma das seguintes opções:

 

- radioterapia seguida de quimioterapia;

- radioterapia concomitante à quimioterapia, seguida de uma fase de quimioterapia isolada;

- radioterapia isolada;

- quimioterapia isolada.

 

É fundamental que, na ocorrência dos sintomas citados, se procure um médico para o diagnóstico adequado. Por mais que, na maioria dos casos, eles possam indicar patologias benignas, quando se trata de tumores malignos, como os gliomas, detectar em estágios iniciais proporciona um melhor prognóstico.

 

Esperamos que este conteúdo tenha sido relevante para você. Acha que pode interessar a alguém que você conhece? Compartilhe!

 

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