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06/05/2022 13:05

Comemoração do Dia das Mães acontece no Dia Mundial do Câncer de Ovário

No próximo domingo, dia 8 de maio, comemoramos em todo o mundo o Dia das Mães. E, em 2022, esta data coincide com outra muito importante para a saúde feminina, o Dia Mundial do Câncer de Ovário. Ele foi estabelecido em 2013, por um consenso de diversas organizações mundiais, como um momento de solidariedade e conscientização na luta contra esta neoplasia.

 

No Brasil, os tumores de ovário correspondem à segunda malignidade ginecológica mais comum, sendo a que tem as maiores dificuldades diagnósticas, pois os sintomas costumam aparecer somente em estágios avançados da doença.

 

O Centro de Oncologia do Paraná, que tem como hábito trazer informações a toda a comunidade, não poderia ficar de fora deste momento. Respondemos a seguir algumas das perguntas mais frequentes a respeito do tema, com o auxílio do cirurgião oncológico, que é coordenador do grupo por área de atuação (GAA) de tumores ginecológicos, Dr. William Augusto Casteleins.

 

5 fatos que toda mulher deve saber a respeito do câncer de ovário


Antes de listarmos os questionamentos mais frequentes das mulheres a respeito do câncer de ovários, trouxemos cinco fatos muito importantes a saber. São eles:

 

  • O exame preventivo de colo uterino (Papanicolau) não é utilizado para o diagnóstico desta neoplasia;
  • Infelizmente, a doença costuma ser diagnosticada em estágio avançado (estágio III e IV), quando já houve disseminação para o peritôneo ou outros locais;
  • Em contrapartida, o diagnóstico antes da disseminação neoplásica aumenta muito as chances de sucesso no tratamento;
  • Se você souber os sintomas e os fatores de risco, fica mais fácil suspeitar nas fases iniciais e procurar atendimento;
  • As modalidades de tratamento envolvem cirurgia e quimioterapia, sendo que uma segunda cirurgia frequentemente é necessária e, eventualmente, radioterapia.

 

Posso ter câncer de ovário depois da menopausa? A partir de qual idade ele acontece? Existem fatores que aumentam o risco?

 

É uma doença incomum antes dos 30 anos de idade, sendo que a incidência começa aumentar a partir dos 40 anos. Isso porque é uma neoplasia típica de mulheres pós-menopausa, ou seja, após os 50 anos de idade. Além desta faixa etária, fizemos uma lista com outros fatores de risco importantes:

 

  • Genética (herança materna ou paterna das mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2);
  • Histórico familiar de câncer de ovário ou mama;
  • Endometriose;
  • Utilização de Terapia de Reposição Hormonal;
  • Menopausa tardia ou primeira menstruação precoce;
  • Nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos);
  • Peso não saudável (sobrepeso e obesidade);
  • Tabagismo e sedentarismo.

 

Quais são os sintomas mais comuns do câncer de ovário?

 

Geralmente os sinais e sintomas da doença são inespecíficos e aparecem conforme o tumor cresce, podendo causar:

 

  • Aumento do volume abdominal (endurecido ou ¨líquido¨);
  • Pressão ou dor na pelve, nas costas ou nas pernas;
  • Náuseas, indigestão e gases;
  • Prisão de ventre ou diarreia;
  • Alterações na quantidade de urina;
  • Cansaço constante.

 

Quais são os tratamentos disponíveis?

 

As formas básicas de tratamento do câncer de ovário incluem a quimioterapia e a cirurgia. A escolha dependerá de vários fatores, como a idade e condições clínicas da paciente, o tipo tumoral e o estágio da doença. A radioterapia também pode ser utilizada em algumas situações, como complemento à cirurgia, para tratar as cadeias linfonodais pélvicas e ilíacas.

 

A cirurgia padronizada é composta pela retirada de todo o útero, trompas e ovários, linfonodos ilíacos, pélvicos e, se necessário, retroperitoneais, além do omento (camada de gordura que cobre os órgãos abdominais) e amostragem do peritôneo. Pode ser feita por via minimamente invasiva, ou seja, laparoscopia e plataforma robótica, ou por via convencional (aberta).

 

De um modo geral, estas neoplasias costumam responder muito bem ao tratamento quimioterápico inicial, com medicamentos derivados das platinas (cisplatina, carboplatina). Porém, podem se tornar resistentes a estas medicações em algum momento.

 

Atualmente, há uma expectativa de resultados promissores com inibidores da PARP (poli ADP-ribose polimerase: olaparibe e niraparibe). Também podem ser utilizados medicamentos que agem como inibidores de vias celulares específicas, denominadas tirosina-quinase (imatinibe, sunitinibe) e agentes anti-angiogênicos (bevacizumabe).

 

Para os casos de disseminação peritoneal, é possível realizar um procedimento cirúrgico avançado, denominado citorredução, associado à exposição de quimioterapia aquecida diretamente na cavidade peritoneal (HIPEC). Neste procedimento devem ser retirados todos os focos tumorais macroscópicos da cavidade abdominal. Os resultados estudados mostraram maior tempo de sobrevida livre de recidiva e de sobrevida global, em comparação com pacientes que receberam apenas cirurgia isoladamente, sem aumento nas taxas de efeitos colaterais ao tratamento.

 

Desejamos um Feliz Dia das Mães a todas as mulheres do mundo! Aproveitem seu dia e não deixem de cuidar da saúde!

 

 

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