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22/06/2020 11:06

Atualizações no tratamento do câncer de mama apresentadas na Asco 2020

A ASCO Annual Meeting 2020 que, em função da pandemia de coronavírus, ocorreu à distância, trouxe diversas atualizações sobre o tratamento do câncer de mama.  A mastologista do Centro de Oncologia do Paraná, Dra. Ana Carolina Marcondes, que participou desse evento reconhecido mundialmente, relatou as principais.  Confira:

 

1. Terapia local e sobrevida no câncer de mama metástico

 

Um estudo avaliou 390 mulheres com doença já metastática no momento do diagnóstico do câncer de mama, tendo sido submetidas à quimioterapia por 4 a 8 meses, e 256 mulheres que não tiveram progressão da doença, que foram divididas para fazer o tratamento cirúrgico local + terapia sistêmica ou continuar com a terapia sistêmica. 

 

O levantamento concluiu que a terapia local não aumenta a sobrevida de mulheres com câncer de mama metastático e tumor primário intacto. Apesar do melhor controle da doença local, não houve melhora da qualidade de vida das mulheres submetidas a terapia local. Essa fica reservada para quando o tratamento sistêmico controla bem a doença metastática e há progressão da doença local (na mama ou axila).

 

(A randomized phase III trial of systemic therapy plus early local therapy versus systemic therapy alone in women with de novo stage IV breast cancer: A trial of the ECOG-ACRIN Research)

 

2.Tratamento cirúrgico no carcinoma ductal in situ (DCIS)

 

Em geral, as pacientes com diagnóstico de tumor ductal in situ (DCIS) são submetidas ao tratamento cirúrgico. Porém, já se sabe que alguns desses tumores não evoluiriam se nada fosse realizado. Esse estudo tentou avaliar quais seriam essas pacientes, isto é, tentou determinar um grupo de pacientes com DCIS nas quais a cirurgia poderia ser abolida.

 

A pesquisa concluiu que o risco de o DCIS evoluir para carcinoma invasor foi maior no grupo da observação, porém esta taxa não ultrapassou 10% em ambos os grupos, e foi menor quando considerados apenas os tumores com grau nuclear I e II. Portanto, mais estudos são necessários para determinar uma mudança de paradigma entre tratar cirurgicamente todas as pacientes com CDIS de baixo risco ou tratar apenas aquelas bem selecionadas.

 

(Ipsilateral invasive cancer risk after diagnosis with ductal carcinoma in situ (DCIS): Comparison of patients with and without index surgery).

 

3. Omissão de biópsia do linfonodo sentinela

 

Outro estudo avaliou se há um grupo de pacientes em que seja seguro omitir a biópsia do linfonodo sentinela após realização de quimioterapia neoadjuvante (isto é, aquela realizada antes da cirurgia), quando clinicamente não são identificados linfonodos comprometidos.

 

Parece que o grupo em que não há mais imagens suspeitas na ressonância nuclear magnética das mamas seria um grupo elegível, mas mais tempo de observação e mais estudos ainda são necessários para que possamos aplicar isso com segurança na nossa prática diária. Até porque o risco de complicações da biópsia do linfonodo sentinela é muito baixo (cerca de 8% de linfedema que seria a mais temida das complicações a longo prazo).

 

(Can sentinel node biopsy after neoadjuvant systemic chemotherapy (NAC) be safely omitted in selected patient with early breast cancer?)

 

4. Abordagem axilar menos invasiva e mutiladora

 

Também se avaliou quais fatores estariam associados à resposta patológica dos linfonodos axilares (ou seja, quando se tinha linfonodos comprovadamente positivos antes da quimioterapia e que negativaram após sua realização), podendo então estas pacientes serem submetidas à uma abordagem axilar cirúrgica menos invasiva e mutiladora. Os principais fatores foram o tamanho do tumor, a resposta patológica na mama e a ausência de invasão linfovascular.

 

(Can sentinel node biopsy after neoadjuvant systemic chemotherapy (NAC) be safely omitted in selected patient with early breast cancer?)

 

5.Neoplasia residual em linfonodo sentinela

 

Nos casos de neoplasia residual em linfonodo sentinela após a quimioterapia neoadjuvante, o padrão atual de tratamento é a complementação da cirurgia com o esvaziamento axilar completo, em virtude do alto risco de doença adicional nos gânglios remanescentes. No entanto, o benefício deste procedimento no ganho de sobrevida das pacientes ainda não é claro, particularmente em pacientes que recebem radioterapia axilar adjuvante. Mais pesquisas devem ser feitas para avaliar os reais ganhos com o esvaziamento axilar, lembrando que as pacientes receberam radioterapia na mama e axila.

 

(Impact of axillary lymph node dissection (ALND) on survival in patients with ypN1 breast cancer that receive regional nodal irradiation (RNI): A national cancer database (NCDB) analysis).

 

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